Até então tudo tava bem. Sentia que podia fazer tudo. Não havia nada que eu quisesse que não estivesse ao meu alcance. É certo que eu não queria nada tão impossível, mas eu nunca fui de querer pouco; sempre fui de pensar grande e no momento eu me sentia grande também.
Mas de repente, e é até estranho dizer, pois ainda não sei o que aconteceu, nem percebi o que mudou, me vi impotente, sem o poder pra realizar as etapas básicas e fundamentais de todos esses meus grandes planos. E o baque foi grande porque de repente o que importava pra mim parecia estar tão longe de ser conquistado. E nesse caminho, mesmo com as metas tão longe, ia deixando pra trás coisas que antes eram importantes pra mim. E ficava assim a situação: eu, distante do que deixo pra trás e distante do que quero alcançar, distante de tudo, distante até de mim mesmo.
E aí vem a crise, nada dá certo no dia, a mente sabe que tem que trabalhar, mas o corpo não deixa. E os sentidos pedem estímulos que parecem não resolver. E o desespero bate. E eu, que não tinha tempo pra uma conversa de verdade, desisto de estar tão ocupado e faço uma ligação. Do outro lado da LINHA, uma voz amiga, alguem com tantos problemas quanto eu. A necessidade dela de um ouvido amigo foi o meu pretexto para ter a mesma necessidade atendida, e ouvir os problemas dela me fez minimizar os meus. E a gente se sente mais puro quando tenta ajudar uma pessoa. Nessa noite eu ajudei duas. As vezes a gente só precisa conversar, seja consigo mesmo ou com alguem querido. As vezes a gente só precisa parar um pouco de correr, e descansar com quem está do nosso lado.
e mesmo sem tempo, a gente nos dá forças pra continuar a correr. (:
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