domingo, 28 de novembro de 2010

E o que cabe na fôrma e na rima?

Nem todo meu poema é pra você,
Nem todo pensamento meu é seu,
Nem é só por você que eu vou viver.
Você nem me ama como amo eu.

Eu me amo mais que você me amou,
Embora menos que amei você.
E agora que a fantasia acabou,
Não há o que sonhar ou o que temer.

E não sei se foi bom ou foi ruim,
Sei que ao menos não me enlouqueceu.
Só ficamos órfãos do você e eu.

Não pensava nosso final assim:
Desse doce amor, que era meu e seu,
Sobrou só um vazio do que se deu.

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