Nós vemos tudo tão diferente:
além da mentira à nossa frente,
pra lá das verdades dos outros,
pra além da verdade da gente.
A gente nem tem verdades.
A gente mal tem vaidade.
Nem somos mesmo a gente,
antes dois dissidentes,
eu lá, você cá,
dois perdidos,
dois descontentes.
Desiludidos divergentes.
Recusamos a utopia alheia,
abraçamos incertezas crescentes,
negamos vazios que nos enchem,
rejeitamos o vazio que rodeia.
Afastamos tanto que pouco sobra.
Sobra nossa tristeza inconstante,
e a constante certeza da perda,
perda de um no outro,
dos dois no destino.
É o destino quem brinca com a gente:
se ele nos deixou tão distantes,
por que não nos fez diferentes?
Somos mais iguais do que antes.
Antes de nos afastarmos no espaço
dos espaços possíveis a um abraço.
Abraços previsíveis de sua mão suada...
Não! Antes não houvesse nada:
continuássemos juntos até que esfriasse,
e chamássemos o frio de fim de jornada.
Mas o que houve foi um final forçado,
e por isso não foi fim de nada,
de nada que fosse lembrado.
Eu já perdi você
e depois em você me achei.
Você nem sabe o bem que me fez.
Eu sei, não vou te esquecer,
e nem do beijo que eu não te dei,
despedida que não se selou...
Admito, já morri de amor, mas não por ti,
e até já chorei, mas não por nós dois,
mas foi você quem mais esteve em meu pensamento,
e vai continuar “amanhã, e depois, e depois”.
Talvez um pouco menos, espero.
Espero que você me entenda...
E espero que sejamos felizes.
Já tem tanto de você em mim
que a sua alegria é minha também.
Eu só quero que você fique bem.
E você é linda, nunca se esqueça.
E também nunca deixe de sonhar.
E deixa que eu sigo com você na cabeça,
mesmo sem saber pra onde irei.
Metade dos meus poemas é pra você,
a outra metade é sobre você,
e a outra metade eu nem sei.
Theu que coisa mais linda, ñ me canso de te parabenizar pelas coisas lindas que escreve.
ResponderExcluirBjão!!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluir