Hoje eu decidi escrever, afinal, quem quer um dia ser bom com as palavras no papel tem que praticar sempre que puder. E desculpa aos fãs de minha poesia (se é que minha poesia tem tantos fãs) por abandonar os versos agora.
Uma das coisas mais difíceis é se assumir como alguém que quer ser escritor. Sonhar com isso parece ser muita ousadia. “E se as pessoas não gostarem de meus textos?” “E se um dia eu não tiver mais nada a dizer?” E pior, “se eu não conseguir dizer tudo o que eu tenho?”
Na verdade, esse é o maior desafio de quem se entrega à escrita: conseguir transformar a impressão em expressão, a ideia em palavra, com toda a sua intensidade. E eu nunca ouvi falar de fórmula para isso.
Pensei em outra coisa um dia desses: em como é mágico que a gente consiga encontrar nossa expressão nas mais variadas formas, e em como é incrível que dessa maneira a gente sempre atinja os resultados mais diferentes. Fazer música, fazer poesia, fazer cinema... Talvez tudo isso seja o cúmulo de um narcisismo que eu carrego. Talvez seja um desapontamento com todo o resto do mundo que não seja arte. E talvez essa dúvida que eu tenho seja o medo de estar certo.
Eu queria aproveitar essas linhas e deixar alguma lição, mas temo não ter nada pra ensinar. Torço pra que a arte me ensine. Mas juro a vocês, meus leitores, que nunca vou ser uma pessoa comum, dessas que são consumidas todo o dia pelo trabalho, e que trabalham só para poderem consumir; e que trocam a vida pela sobrevivência (com todo o clichê que possam parecer essas palavras). Afinal, sobreviver dói, é contra as leis da natureza e você não vai conseguir por muito tempo.
Pois bem, ultimamente dedico meu tempo a escrever, e a algumas outras artes. É algo bonito, não pesa muito, me faz bem e, nesse meu episódio pouco usual de otimismo, penso que pode ajudar a tornar o mundo um lugar melhor. A verdade é que me dá um frio prazeroso na barriga preencher a tela branca de meu computador, ou as linhas mortas de meu caderno. E me dá satisfação me ver nessas letras. E uma das coisas que eu mais espero é que você, que lê essas palavras, também possa enxergar-se nelas, e ser dono delas tanto quanto eu sou; tanto quanto eu não sou.
Abri só para dar uma olhada. Não consegui largar até ler todos os textos.
ResponderExcluirEu pensei que fosse fã da sua poesia, mas descobri que sou fã da sua escrita! :) Parabéns! Bj!
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