terça-feira, 8 de maio de 2012

Poema robô


Robô.
Programação em série.
Um.
Zero.
Verdadeiro.
Falso.
Código
binário.
Robô se veste igual.
Roupa em série.
Cinza.
Mistura de todas as cores.
Compra no cartão.
Robô é magnético.
Dinheiro mecânico.
Robô come igual.
Farinha do mesmo saco.
Saco do mesmo saco.
Um saco.
Robô vê tudo igual.
Conclusão programada.
Não ser robô é um saco.
Robô é feliz e não sabe.
Sabe de nada.
Só repete.
Robô é forte,
mas morre
e é enterrado em série.
Cemitério robô
tem um HD imenso.
Mas tem robô bugado por aí,
que quer virar borboleta,
quer ser desprogramarrobotizado.
É tão infeliz que dá pena.

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