Salvador não chove,
chora,
lágrima doce.
Salvador não dorme,
apaga,
e não tem quem acenda.
Salvador não festeja,
enlouquece,
entrega a alma.
Salvador não bebe,
mergulha,
de ponta-cabeça.
Salvador é uma maníaca
autodestrutiva
que não se acaba de
vez
mas nunca se cura.
Sua doença é seu
remédio.
Só há prazer e dor
na cidade sem salvação.
Poema descritivo, de cunho realista e ainda assim, poético!
ResponderExcluirdescrição poética perfeita!
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